segunda-feira, 22 de outubro de 2018


Esse senhor se chama Freddy Glatt, ele é o atual presidente da Associação de Sobreviventes do Holocausto do Rio de Janeiro -  Sherit Hapleitá. 

Ele nasceu em 1928, na época do nazismo que surgia e tomava conta da Alemanha. Freddy, juntamente com seu pai e seu irmão fugiram para a Bélgica, depois de um tempo sua mãe e seu outro irmão também foram para lá, mas em 1940 a Segunda Guerra Mundial expandiu-se tanto pela Bélgica quanto pela Holanda, não demorou muito para que seu pai e seus irmão fossem capturados pelos soldados nazistas, levados para o campo de concentração e mortos ali.
Freddy, juntamente com sua mãe, vivam escondidos e trocando de endereço constantemente, passando fome, frio e medo. Ele, sendo saparado de sua mãe, ficou abrigado em um mosteiro na Bélgica cuidado pela JOC (Juventude Obreira Cristã), permanecendo nesse local até o final da guerra.
Senti uma emoção que nunca havia sentindo antes ao ouvir diretamente de um sobrevivente tais relatos, e confesso para vocês que a emoção foi maior ainda quando ao pedir para tirar uma foto com ele e sua esposa, a qual também perdeu todos os seus familiares durante o período nazista, falei uma frase a eles e vim um brilho sem igual nos olhos de Freddy!
A frase que está soando em minha cabeça de tudo que ele falou durante o simpósio  é a seguinte:
"Há um ditando que diz que o "tempo faz esquecer", isso se aplica em tudo, menos à lembrança do holocausto. O holocausto nos deixou revolta contra os bárbarios cometidos e saudades dos nossos entes queridos que pereceram nele."
Ah, Freddy! Eu repito por aqui, o que você pediu para que repetissemos junto com você... HOLOCAUSTO NUNCA MAIS!


Registro aqui, meu respeito, admiração, apoio e felicidade pelo privilégio de ouvi-lo.
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P.S: Ele escreveu um livro intitulado "Roubaram minha infância".
Estou aceitando de presente! Hahaha

sexta-feira, 19 de outubro de 2018


A merda da minha vida

 Era algum dia de janeiro de 2018, já acordei nervosa para a entrevista que eu ia ter naquela manhã. Faz um tempo que eu já não sou mais uma adolescente, sou adulta, madura e quase independente, Mas nesse momento ainda precisava da companhia da minha mãe ao meu lado, vai que algo desse errado, o que eu iria fazer?
Não demorou muito tempo para que eu sentisse um mal-estar, motivado por algo que mais parecia contrações na minha barriga, e pior que está sentido o incômodo, era recordar que eu precisaria pegar dois coletivos para chegar até o meu destino final. São nessas horas da vida em que eu paro e penso:
-"Eu deveria ter nascido rica e não bonita."
Confesso que a minha vontade era de me trancar dentro do banheiro e ali ficar, mas o que eu teria que fazer mesmo, era ficar no ponto de ônibus até que o mesmo passasse, por sorte não precisei pegar os dois busão, pois cheguei a tempo de pegar um “linha direta”; - esses que vão direto ao destino final sem fazer paradas em outros pontos. Ao entrar no ônibus, a situação só foi se agravando, consegui segurar a náusea até meu destino final, mas bastou eu colocar os pés na calçada para eu lançar pela boca toda a matéria que existia no meu estômago.
Olhei para minha mãe que estava ao meu lado e falei: “Mãe, eu não estou bem. ” Continuamos a caminhar aceleradamente até o escritório onde aconteceria a entrevista e enquanto caminhávamos um dilurimento caminhava junto comigo, não demorou muito para que eu sentisse o chicotinho chegando no caneco e para minha sorte, mais uma vez, eu já estava a porta do banheiro do escritório do meu entrevistador, pedi licença e sem pensar duas vezes entrei e expeli todas as fezes deterioradas que estavam dentro do meu organismo, o resultado foi um ambiente catingoso e impróprio para um futuro uso.
A situação realmente não estava fácil, olhei para a minha mãe e disse: “Mãe, caguei! ” Ela não escondeu o olhar de constrangimento e vergonha alheia e com seu silêncio me acompanhou naquela entrevista. Ficar naquela cadeira em frente aquele homem, sentindo que a qualquer momento a merda ia sair novamente, foi uma situação bastante constrangedora, ficar quieta era impossível, eu olhava para minha mãe na esperança de que ela fizesse alguma coisa para me ajudar, mas o que eu recebia de volta era um olhar de repreensão pela maneira como eu estava me portando. Minha mãe literalmente, só me acompanhou naquela entrevista.
Quando saímos de lá e nos direcionarmos para o ponto de ônibus afim de retornamos para casa, cumpriu-se na minha vida aquele famoso ditado: “Não há nada tão ruim que não possa piorar”. Diante de um ponto lotado de pessoas as últimas forças que existiam em mim para segurar a bosta, se acabaram. Mas não era o suficiente escorrer pelo meu traseiro, a minha boca também foi encontrada como uma saída de emergência para todo aquele desarranjo intestinal.
Minha mãe, coitada, só me olhava e dizia: “Para com isso, menina, está me fazendo passar vergonha. ” - Ah, queria eu poder parar de me cagar e golfar daquele jeito; a essas alturas chorar tornou-se algo inevitável para mim, me afastei um pouco do ponto para tentar evitar mais constrangimento, se é que era possível, quando de repente a minha mãe teve a ideia genial de pedir emprestada uma cadeira para o dono de uma banquinha o lado. A cadeira, é claro, não poderei ser mais confortável, toda com um tecido veludo liso azul, ótima para quem estava com merda até no joelho.
Com um olhar desespero e aos prantos, fazendo um gesto de negação com a cabeça, olhei para minha mãe e disse: “Eu não vou sentar. ” Mas antes que eu pensasse em abrir a boca novamente fui lançada de uma maneira delicada, igual ao coice de uma mula, sobre a cadeira pela minha amorável e compreensiva mãe, que logo em seguida se afastou já com o celular na mão tentando entrar em contato com o esposo dela, que por sinal é meu pai, para que fosse nos buscar.
Ah, diante desse momento, não sei qual das duas situações seguintes me irritou mais, se foi a minha mãe extremamente irritada, falando para o meu pai ir rápido nos buscar, pois eu estava expondo ela a vergonha ou se foi o momento em que um rapaz muito bonito, enquanto ela estava em ligação, se aproximou de mim e perguntou se eu usava droga ou estava grávida.
Graças a Deus, meu pai chegou até o local onde estávamos, cobriu os estofados do carro com sacolas plásticas e ali eu fui. Ao entrarmos no carro minha mãe me disse somente uma frase: “Quando chegarmos em casa a gente conversa, Anilorac. ”
E assim seguimos para casa, minha mãe irritada, meu pai confuso e eu toda cagada.







      Multiculturalismo? O que é?

Entende-se por multiculturalismo tanto os estudos acadêmicos quanto as políticas institucionais que se desenvolvem em torno das questões trazidas pela emergência das sociedades multiculturais. Uma sociedade multicultural é aquela que, em um mesmo território, abriga povos de origens culturais distintas entre si. As relações entre esses grupos podem ser aceitação e tolerância ou de conflito e rejeição. Isso vai depender da história da sociedade em questão, das políticas públicas propostas pelo Estado e, principalmente, do modo específico como a cultura dominante do território é imposta ou se impõem para todas as outras. A convivência entre culturas diferentes não é uma questão nova, mas que se se intensificou nos últimos anos devido a acontecimentos marcantes.




             Mas dentro das salas de aula? Existe multiculturalismo?

Dentro das salas de aula, não é diferente, ali encontramos e agrupamos pessoas, cada um com sua particularidade, cultura, modos, princípios e pensamentos. Mas como um educador pode trabalhar em um ambiente como esse? Sabemos que nem sempre as coisas dão certo em um ambiente com tantas diferenças, mas o que fazer? Como lidar?




Lidando com as identidades e as diferenças na sala de aula

a) procurar aumentar a consciência das situações de opressão que se expressam em diferentes espaços sociais, é importante que os/as estudantes percebam com clareza a existência de preconceitos e discriminações e verifique como eles podem estar afetando suas experiências pessoais, assim como a formação de sua identidade. Que compreendam as relações de poder entre grupos dominantes e subalternizados (homens/mulheres; brancos/negros), que têm contribuído para preservar situações de privilégio e de opressão.

b) propiciar ao/à estudante a aquisição de informações referentes a distintos tipos de discriminações e preconceitos. Socializar pesquisas, leituras, discussões, seminários etc. com informações obtidas de fontes como: autobiografias, documentos históricos, dados estatísticos e demográficos, dentre outros.

c) estimular o desenvolvimento de uma imagem positiva dos grupos subalternizados. Propiciar aos/à estudantes contato com a literatura de cordel, valorizando a arte popular nordestina; pesquisas sobre movimentos femininos, incentivando o respeito à mulher e à criança.

d) favorecer a compreensão do significado e da construção de conceitos que têm sido empregados para dividir e discriminar indivíduos e grupos, em diferentes momentos históricos e em diferentes sociedades. Conceitos como: cultura, raça, etnia, gênero, sexualidade, deficiência, classe social, poder preconceito, opressão, estereótipos, política de identidade.

e) facilitar ao/à estudante a compreensão e a crítica dos aspectos das identidades sociais estimulados pelos diferentes meios de comunicação. Textos que analisam os currículos da mídia, do shopping center, do McDonals’s, da Barbie, da propaganda, dos super-heróis etc.

f) propiciar ao aluno a possibilidade de novos posicionamentos e novas atitudes que venham a caracterizar propostas de ação e intervenção. Propor a elaboração de planos e sugestões que possam minorar situações de desconforto e de carência que incrementem identidades submissas ou marginalizadas (ver questões p. 52-53).

g) articular as diferenças. A sala de aula nem sempre é, para todos os alunos, um lugar seguro. Não é suficiente criar condições para que a sala de aula se transforme em um espaço em que todos se sintam à vontade para falar. As coisas não se passam de modo tão simples. As relações de poder existentes na sociedade e na sala de aula impedem que muitos falem livremente.


quinta-feira, 20 de setembro de 2018






Durante essa semana, tivemos mais uma aula super prazerosa de LIBRAS.
Dessa vez estudamos a maneira como os surdos escrevem e leem, já estudamos anteriormente sobre a luta pelo reconhecimento dos surdos como pessoas capazes diante da sociedade, percorreu por décadas. Eles não tinham direitos políticos, civis, religiosos e, muito menos, à educação. Segundo relatos da história, a partir do trabalho feito pelo monge Beneditino Pedro Ponce de León, o qual começou a trabalhar com a educação de surdo, pois o mesmo acreditava que eles eram capazes de desenvolver a intelectualidade, foi um grande passo para as conquistas que antes eram apenas ideológicas. Suas metodologias de ensino foram de importante influencia para os estudos que perpassam até os dias de hoje. O monge também lutou contra as crenças das quais afirmavam que o surdo era incapaz de desenvolver a linguagem ou qualquer outro tipo de aprendizagem. Embora tenha desenvolvido muitos trabalhos voltados para a fala dos surdos, Beneditino tinha um foco maior, a escrita. 

"Embora seja reconhecido e enfatizado em seu trabalho o ensino da fala aos surdos, o foco de sua educação era a linguagem escrita, pois, até o final desse século, acreditava-se que à escrita cabia a chave do conhecimento, ou seja, ela era tida como a natureza primeira da linguagem; a fala era apenas um instrumento que a traduzia. À escrita, fora atribuído, assim, um signo de poder" (LODI, 2005. p. 411). 

Se você ainda não tinha conhecimento, assim como o português na forma oral é a primeira língua para indivíduos ouvintes nascidos no Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é a primeira língua dos surdos, ou sua língua materna. Considerando que aproximadamente 95% dos surdos são filhos de pais ouvintes e 5% são filhos de pais surdos, o surdo está exposto à língua portuguesa no seu núcleo familiar e social, entretanto, ele também está incluído em uma comunidade surda, onde a Libras é a língua dominante. Logo, cabe à toda sociedade compreender definitivamente o caráter bilíngue do surdo. 
Para os surdos, a aquisição da língua escrita não representa apenas mais uma modalidade da língua como ocorre com o português falado e escrito, em que, mesmo com as apropriações pertinentes de cada modalidade, a relação entre o som ouvido e falado, o fonema, assume relação mais direta com a letra escrita, ou grafema. Para o surdo, a aquisição da modalidade escrita representa a alfabetização em uma outra língua com diferenças sintáticas, morfológicas e fonéticas. Por isso, as irregularidades morfossintáticas identificadas na escrita dos indivíduos surdos coincidem com construções próprias da língua de sinais. Assista a esse vídeo produzido pelo INES e entenda um pouco mais sobre a gramática da Libras.



Em português, na sua forma oral ou escrita, a frase: “O meu sobrinho vai se formar como jornalista em dezembro” seria a mesma, entretanto, em Libras, essa mesma frase seria: “Dezembro agora sobrinho meu formatura jornalista”. Pois é, bem diferente né? Ouvintes usam quase a mesma estrutura morfo-sintático-semântica para o português falado e para o escrito. Relação essa não estabelecida entre a Libras e a língua escrita. Outro fator que deve ser considerado é o fato da língua de sinais as palavras não se construírem a partir de sons que se combinam, mas sim de mãos que se movimentam no espaço e se organizam de forma simultânea e não linear.

Reconhecer a condição bilíngue do surdo é apenas o início de um longo percurso a ser trilhado onde novas questões se colocam, novas descobertas, desafios e reflexões são impostas aos pesquisadores, professor e aos espaços pedagógicos em geral. Professores e pessoas que se relacionam com surdos precisam considerar que estão lidando com sujeitos que falam outra língua e, por isso, buscar entender as diferenças linguísticas e as peculiaridades de sua escrita. Todo professor envolvido com a Educação de surdos precisa ter noções mínimas de como agir frente a esse aluno especial, conhecer suas especificidades, sua cultura e reconhecer seu direito constitucional de aprender os conteúdos escolares, sem ser discriminado.


Obrigada por visitar o blog, aguarde o próximo post e eu aguardo a sua próxima visita!

Tem um verso, que particularmente, me deixa muito pensativa.
Ele se encontra em Loukás 23:31 e diz:

"διοτι εαν εις το υγρον ξυλον πραττωσι ταυτα, τι θελει γεινει εις το ξηρον;"
"Porque, se ao lenho verde fazem isto, o que se fará ao seco?"



Jesus estava a caminho do calvário e diante do cenário de sofrimento do Mestre o povo pranteava e lamentava sua condenação, foi então que neste cenário Ele virou-Se para um grupo de mulheres próximas e então proferiu tais palavras. Palavra estas, que se referiam ao próprio Jesus.
Há uma visão judaica de que o Messias corresponde ao Homem Original, ao arquétipo primeiro do Ser Humano. Este arquétipo seria o Ser Humano incorrupto, em seu molde inicial, em perfeita comunhão com Deus.               

Jesus faz alusão a este primeiro estado, de perfeita comunhão com Deus, cujo o coração não estava manchado de transgressão alguma: – O Lenho verde. Se os homens condenam e flagelam um inocente, aquele que não carrega em si culpa alguma, o que farão então com aquele que é culpável, com aquele que deixou-se corromper pela devassidão do mundo: – O lenho seco? Se o mundo é capaz de tamanha violência com os justos, com aqueles que dariam uma boa colheita, o que fará então com os injustos, estes mesmo condenáveis?
A escritora cristã chamada Ellen G. White, no seu livro intitulado "Atos dos Apóstolos", relata:
"Ao aproximar-se o término do ministério terrestre de Cristo e reconhecer Ele que logo precisaria deixar que Seus discípulos levassem avante a obra sem Sua pessoal supervisão, procurou encorajá-los e prepará-los para o futuro. Não os enganou com falsas esperanças. Como num livro aberto, leu o que deveria acontecer. Sabia que estava prestes a ser separado deles, para deixá-los como ovelhas entre lobos. Sabia que haveriam de sofrer perseguição, que seriam lançados fora das sinagogas e metidos nas prisões. Sabia que, por testemunharem dEle como o Messias, alguns experimentariam a morte. E falou-lhes alguma coisa a respeito disso. Referindo-Se ao futuro deles, foi claro e definido para que, nas aflições que viriam, pudessem lembrar Suas palavras e ser fortalecidos para crer nEle como o Redentor."

Tudo isso me leva a pensar que diante de uma tempestade tão densa de perseguição em que a Igreja de Deus já passou, está passando e irá passar, nada mais confortante do que voltar os olhos para Deus e lembrar da belíssima promessa que nos fez: “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. ” Mateus 28:20.  Nada é mais motivador para se perseverar do que trazer à memória as promessas de dEle!
E as promessas de Deus devem ser muito significativas para a Igreja, porque elas não são palavras de um deus qualquer. Que sejamos verdadeiros cristãos, estando cientes do que virá para nós no futuro, mas que até o fim a gente declare:" Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor." Romanos 14:8

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Oi pessoa?!
Hoje vou compartilhar com vocês uma crônica, que supostamente é de autoria de Luís Fernando Veríssimo. Eu particularmente ri muito com ela, espero que você também se divirta também!

Aeroporto Santos Dumont, 15:30.

Senti um pequeno mal estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse.

Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão. "Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta,tranqüilo". O avião só sairia as 16:30.

Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto.

Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil, falei: "Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro". Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda.

O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: "Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levara em torno de 1 hora, devido a obras na pista". Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento. Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era,aproveitou para tirar um sarro.

O alivio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado. Um coco sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que da vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada. Tão perfeita obra, dava pra exporem uma bienal.

Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei serio: "Cara, caguei !"
Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle. "Que se dane, me limpo no aeroporto" - pensei. "Pior que isso não fico”.

Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira, mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez, como uma pasta morna. Foi merda para tudo que e lado,borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calcas, meias e pés. E mais uma cólica anunciando mais merda, agora liquida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo à liberdade.

E depois um peido tipo bufa que eu nem tentei segurar, afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado. Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez.

Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tira-lo levou metade dos pelos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.

Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei a falta de papel higiênico em todos os cinco. Olhei para cima e blasfemei: "Agora chega, né?"

Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que conclui como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia. Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o "check-in" e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha despachado a mala com roupas.
Na mala de mão só tinha um pulôver de gola "V". A temperatura em Miami era de aproximadamente 35graus. Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca joguei no lixo. A camisa era historia. As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias mudaram de cor tingidas pela merda. Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10.

Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra,e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu.

Estava pronto para embarcar. Sai do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calcas do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola "V", sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.

Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o "RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO" e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo. Eu cheguei apensar em pedir 120 toalhinhas disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir: "Nada, obrigado. Eu só queria esquecer este
dia de merda !!!"

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Olá pessoal! 
Olha eu aqui mais uma vez! hahah
Hoje vos trago o plano para a "Hora do Conto", que eu e meu grupo elaboramos para a prática docente com alunos do 3º ao 5º ano do ensino básico da Escola Adventista de Ivatuba.
Confesso que estou bastante ansiosa para esse momento e objetivando que o nosso proposito seja alcançado, ensinar valores da eterna educação, do Reino!

Então vamos lá!




Nomes dos Integrantes: Carolina Oliveira, Luciele Nogueira, Maria Victória, Sara Karoline
 Tema: O Pato Poliglota
 Objetivo: Mostrar que podemos dialogar com falantes de todas as línguas.

 Recursos utilizados:
  •  E.V.A’s coloridos (1 Verde claro e 1 verde escuro, 1 branco, 1 preto, 2 amarelos e 2 marrons, 2 laranja, 1 rosa claro, 1 Vermelho)
  •         Palitos grandes (Para utilizar nas máscaras)
  •        Canetinhas coloridas,
  •         Baú do escolar emprestado


 Relação Fé/Ensino:

Mostrar que o amor é uma linguagem universal.
No final falaremos sobre o amor, que o amor é uma língua universal que todos entendem, inclusive os animais e que na Bíblia diz que Deus é amor.

Roteiro:
  •  Personagens:

Pato: Luciele
Menina Vivi: Victória
Animais: Carolina e Sara

(Menina olhando uma caixa de presentes)
Menina: UAU!!!! OLHA ESSE CACHORRINHO QUE EU GANHEI! ESTOU MUITO FELIZ!!!
(O cachorro começa a fazer bagunça por todo lado e então encontra com o gato e eles começam a brigar)
Menina: Aí aí aí aí aí não sabia que isso iria dar tanta confusão! (Menina para e pensa)
Menina pensando: ué... será que eles brigam tanto porque as línguas deles são diferentes e não entendem o que o outro fala?? Acho que é isso! Vou arrumar uma solução!
(Menina sai procurando e encontra o pato poliglota!)
Pato: olá menina bonita! Como você está? Estava me procurando?
Menina: sim senhor pato! Preciso de sua ajuda!
Pato: acho que posso te ajudar! Vem comigo!
(Eles caminham e enquanto isso o pato mostra sua escola)
Pato: eu sou professor e essa é a minha escola onde ensino muitas línguas diferentes! Observe...
(O pato começa a falar com os pintinhos e eles respondem o pato: piu, piu, piu)
Menina: uau senhor pato! Me mostre mais por favor!
Pato: ok! Vamos continuar
(O pato encontra o sapo)
Pato: sei falar com os sapos também! Quer ver?
 (E aí ele conversa com o sapo na linguagem do sapo)
Menina: uau!!!! Você é a solução do meu problema! Obrigada senhor pato, logo nos veremos novamente!
(A menina sai de encontro com o gato e o cachorro, nisso eles ainda estão brigando porque eles não conseguem se entender!)
Menina: ahhhh vocês ainda estão brigando? Mas é já que vou colocar vocês na escola do senhor pato!
(Pegou os dois e levou até a escola)
UMA SEMANA DEPOIS...
(O gato e o cachorro não brigavam mais e conversavam e davam risadas, um falando a língua do outro)
Menina: uau estou impressionada! Olha como eles são amigos agora... quero conversar com eles também!
(Menina foi falar com o senhor pato)
Menina: oi senhor pato! Lembra de mim? Quero me matricular na escola e aprender a língua do meu amigo gato e do meu amigo cachorro!
Pato: é para já! Sente aqui que te ensinarei!
(Menina senta)
Pato: vamos começar com a frase: “o dia estava lindo lá fora.”
Pronuncie comigo: miau, miau miau, miau
Au au, au au, au
(Menina repete)
Pato: muito bom! Já está preparada para conversar com seus amigos!
Menina: obrigada senhor pato!! Quer dizer: “Au,au au au!!
('Menina vai para casa e já chega falando a língua dos seus dois amigos)
Menina: que legal! Agora sei falar a língua dos meus amigos e eles sabem falar a minha também! Todos nós entendemos e não há mais brigas!!!

Para finalizar cada uma falará brevemente sobre o quanto é importante sabermos falar na linguagem do amor, e que o maior professor dessa língua é Deus.

Depois conto a vocês como foi a experiência de estar com eles. Beijos e até a próxima!